Calamidades naturais nos Açores impediram outros investimentos
As palavras são do secretário regional da Habitação e Equipamentos, que reclama um maior apoio, para este tipo de situações, por parte da União Europeia.
Os Açores têm sido fustigados, nos últimos anos, por várias calamidades naturais. Os maiores exemplos são o sismo de 1980, na Terceira; o sismo de 1998, que afectou as ilhas do Faial, Pico e S. Jorge; e algumas outras situações, como sejam os casos das derrocadas na Ribeira Quente e Povoação, entre outras.
No total, o Governo Regional foi obrigado a gastar uma verba na ordem dos 500 milhões de euros para resolver aquilo que as forças da natureza destruíram.
O secretário regional da Habitação e Equipamentos, em declarações exclusivas ao jornaldiario, afirma que “as verbas investidas na resolução destas calamidades impediu que, nas ilhas afectadas, fossem realizados investimentos de outra ordem”.
Relativamente a este assunto, José Contente reclama “um maior apoio financeiro por parte da União Europeia. Senão, vejamos: no sismo de 1980, os Açores só receberam um apoio de 15 milhões de euros provenientes de fundos comunitários, verba manifestamente curta face aos prejuízos registados. Por seu turno, para a resolução dos restantes riscos naturais que têm afectado a Região, nos últimos anos, grande parte do investimento feito proveio do Orçamento Regional e do Orçamento da República, sendo que só depois podem ser consideradas algumas verbas provenientes da UE.”
O governante deixa, por fim, o alerta para que os fundos comunitários, para este tipo de situações, sejam adaptados à realidade de cada região, e que não sejam só para fazer face a calamidades que aconteçam em grandes países.
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